Luan Alves

Luan Alves

Long Copy para o Clube de Criação da Bahia por Luan Alves.
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título publicitário Luan Alves

PRECISAMOS TER UMA CONVERSA SÉRIA. O ACARAJÉ NÃO É BAIANO.

Diga lá: essa frase é quase uma rasteira, né não?
É de doer tanto quanto o fim do carnaval ou um BAxVI empatado.
Mas fatos são fatos e você precisa encarar a realidade.
O acarajé é um derivado do asiático falafel que, ao chegar à África, evoluiu marotamente até virar iguaria por lá.
Ou seja, quando chegou em Porto Seguro, já era igualzinho ao acarajé que eu e voismicê comemos hoje.

Moral da história: quer prova maior de que baiano sabe se vender?
O mundo inteiro achando que o meninão é nosso, quando na verdade veio de navio.

É claro que com tantas coisas boas vindo da Bahia, era de se esperar que o acarajé fosse uma delas. Dá só uma olhada na humilde lista de nomes que exportam ou exportaram talento pro mundo: Jorge Amado, Dorival Caymmi, Castro Alves, Gregório
de Matos, Caetano, Gil, Wagner Moura, Zélia Gattai, Glauber Rocha, Lázaro Ramos, por aí vai.
Se existe área criativa, a gente bota dendê lá.

Na publicidade, claro, não poderia ser diferente.
Ou esqueceu que o “DM” antes do “9” veio de Duda Mendonça?
Ou que depois dele veio o painho de “Mamíferos” para Parmalat e “Hitler” pra Folha?
Sim, Nizan Guanaes. Um dos maiores redatores do mundo.
Tão redator que ganhou o primeiro GP brasileiro de print com um anúncio visual, algo que nem é a praia dele.
Mas é a praia do Gordilho, que também ganhou GP de print esse ano, além do Caboré e outros GPs por aí.

Agora, falar dessa trinca aí de cima é fácil.
O que pouca gente sabe é que tem um monte de cabeça baiana enchendo os CCSP da vida de prêmios.
E o CCBA de orgulho.

Porque por mais que nossos talentos batam asas prematuramente, todos eles sabem, no fundo, que voaram do mesmo ninho.
Do Clube de Criação da Bahia.
Que ao contrário do que dizem, está vivinho da Silva.
Com a diretoria nova, cheia de energia pra botar pra quebrar.
Mais do que isso: pronta pra honrar 41 anos de história criativa.

Olha, o CCBA não é tão grande e importante como o CCSP, mas se depender dos “novos baianos” que temos visto por aqui, logo menos vão achar que o CCSP, assim como acarajé, é baiano.
Mas isso é outro assunto.

Que tal discutir comendo um caruru?
Que aliás, também veio da África.

 

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